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Irão e Ucrânia dominam arranque da cimeira do G7 em Évian com Trump no centro das atenções

todayJunho 16, 2026 18

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Évian-les-Bains, 16 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A 52.ª cimeira do G7 arrancou na segunda-feira na cidade francesa de Évian-les-Bains com o acordo de princípio entre os Estados Unidos e o Irão a dominar o primeiro dia de trabalhos, enquanto o Presidente norte-americano Donald Trump prometeu redirecionar os esforços diplomáticos de Washington para o fim da guerra na Ucrânia.

Os líderes das sete maiores economias mundiais reuniram-se em Évian para três dias de trabalhos centrados na guerra da Rússia contra a Ucrânia, na concorrência da China, na proteção de menores na internet e na inteligência artificial.

O encontro decorre num contexto marcado pelo recente conflito militar entre os EUA e o Irão e pelas suas repercussões sobre os mercados energéticos globais.

Ainda antes do início formal da cimeira, Trump reuniu-se bilateralmente com o anfitrião Emmanuel Macron.

O Presidente norte-americano saudou o acordo de princípio alcançado com Teerão e afirmou que “nos damos muito bem com o Irão”, acrescentando que o país tem agora “uma liderança diferente”. Trump declarou à imprensa que confia que o Estreito de Ormuz estará totalmente aberto na sexta-feira – uma passagem marítima por onde circula habitualmente cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundiais e que o Irão havia efetivamente encerrado durante o conflito.

Trump confirmou que um memorando de entendimento com o Irão visando pôr fim à guerra no Médio Oriente já foi assinado pelas duas partes, embora não tenha precisado quando o texto seria tornado público.

Acrescentou que alguns navios já estavam a atravessar o Estreito de Ormuz sem pagar portagem.

Quanto à Ucrânia, Trump sinalizou uma nova abertura diplomática.

“Tivemos uma conversa muito boa ontem com o Presidente Zelensky e o Presidente Putin, e acho que talvez possamos fazer algo. Realmente acho. Ambos estão abertos a isso”, disse Trump à imprensa na reunião bilateral com Macron.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, por seu turno, anunciou que propôs a Putin um encontro nos Estados Unidos.

“Ontem discutimos com o Presidente Trump que um encontro poderia ter lugar nos EUA – num formato em que seria difícil para Putin recusar o convite do Presidente norte-americano”, declarou Zelensky.

O líder ucraniano admitiu não saber “o que vai sair dali”, mas considerou que, se a Rússia recusar, deverá ser exercida “pressão adicional” sobre Moscovo. Zelensky estará presente em Évian na terça-feira para uma sessão conjunta com os líderes do G7 dedicada à guerra.

Macron havia descrito o ataque militar norte-americano contra o Irão como estando “fora do quadro do direito internacional”, numa tensão de fundo que marca a presença de Trump na cimeira.

A presidência francesa optou por um formato pragmático: em vez de um comunicado final conjunto, serão emitidas pelo menos sete declarações separadas ao longo dos três dias – o mesmo modelo adotado em Biarritz em 2019, também com Trump presente.

Os temas dessas declarações abrangem a proteção da criança nas redes sociais, o tráfico de drogas, a investigação do cancro, o investimento em países vulneráveis e os minerais críticos, para além das crises no Médio Oriente e na Ucrânia. França quer igualmente “renovar profundamente” o G7 com o apoio de parceiros como o Brasil, a Índia e o Quénia, e com a participação de líderes de empresas tecnológicas, que se juntarão à cimeira no almoço de quarta-feira para debater regulação digital.

A cimeira conta com a presença dos presidentes do Brasil, Lula da Silva, da Índia, Narendra Modi, do Quénia, William Ruto, da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e da Síria, Ahmed al-Sharaa, como convidados.

Para Macron, trata-se da última cimeira do G7 antes de deixar a presidência francesa no próximo ano. A cidade de Évian está sob medidas de máxima segurança, com mais de 15.000 agentes mobilizados.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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