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Díli, 7 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A 23.ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA arranca a 12 de junho (hora de Timor-Leste) nos Estados Unidos, no Canadá e no México numa edição que já entrou para a história antes do primeiro pontapé numa bola.
Com o maior número de seleções de sempre, três países anfitriões, 104 jogos e um prémio pecuniário sem precedentes, o Mundial 2026 redefine a escala da competição.
Três países, 16 cidades, 104 jogos
Pela primeira vez na história, três nações acolhem a fase final – Canadá, México e Estados Unidos – distribuída por 16 cidades, com um total de 104 partidas. O torneio estreia o formato alargado de 48 seleções, em substituição do anterior limite de 32.
Prémios recorde: 727 milhões de dólares
A FIFA anunciou em dezembro um fundo de prémios recorde de 727 milhões de dólares, com a equipa vencedora a receber 50 milhões e cada participante a garantir no mínimo 10,5 milhões de dólares. É um salto significativo face aos 440 milhões da edição anterior, em que a Argentina levou para casa 42 milhões juntamente com o troféu.
A Liga Premier domina: 205 jogadores, 16% do total
Mais de 16% dos jogadores presentes no Mundial 2026 atuam em Inglaterra, o que é quase o dobro do segundo país mais representado, a Alemanha. A Liga Premier lidera com 176 jogadores, seguida da Bundesliga com 101, da La Liga com 81, da Ligue 1 com 79 e da Serie A com 66. Entre as ligas fora da Europa, a Liga Profissional Saudita aparece em sexto lugar com 47 jogadores e a MLS em sétimo com 44.
A Liga MLS com representação recorde
A Major League Soccer envia 44 jogadores para o Mundial de 2026, um recorde e um aumento de oito jogadores face ao Qatar 2022. Entre os jogadores da MLS presentes estão os capitães da Argentina, da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e da Colômbia.
Os clubes mais representados
O Manchester City lidera com 19 jogadores presentes no torneio, seguido pelo Bayern de Munique com 18, pelo Arsenal e pelo Paris Saint-Germain com 16 cada, e pelo FC Barcelona com 15. O Crystal Palace, o Manchester United, o Al-Hilal e o Atlético de Madrid seguem com 12 cada.
O jogador mais velho e o mais novo
O jogador mais velho é o guarda-redes escocês Craig Gordon, com 43 anos. Se entrar em campo, será o segundo jogador mais velho de sempre a participar num Mundial, atrás apenas do egípcio Essam El Hadary, que tinha 45 anos em 2018.
Entre os veteranos presentes figuram Cristiano Ronaldo (Portugal, 41 anos), Guillermo Ochoa (México, 40 anos), Luka Modric (Croácia, 40 anos), Edin Dzeko (Bósnia-Herzegovina, 40 anos) e Manuel Neuer (Alemanha, 40 anos). Pela primeira vez na história dos Mundiais, oito jogadores com 40 ou mais anos poderão entrar em campo.
O mais jovem é o mexicano Gilberto Mora, com 17 anos. Será apenas o quinto jogador de 17 anos a disputar um jogo de fase final, partilhando essa distinção com Pelé e Samuel Eto’o, entre outros. O recorde absoluto de precocidade pertence ao norte-irlandês Norman Whiteside, que tinha 17 anos e 41 dias quando estreou em 1982.
Os 10 jogadores mais jovens do torneio
A lista é encabeçada por Gilberto Mora (México, nascido em outubro de 2008), seguido de Hugo Sochůrek (Chéquia, junho de 2008), Lennart Karl (Alemanha, fevereiro de 2008), Ibrahim Mbaye e Bara Ndiaye (Senegal), e Mladen Jurkas e Kerim Alajbegović (Bósnia-Herzegovina). A Bósnia é a única seleção com dois jogadores no top 10 dos mais jovens – uma contradição curiosa num plantel liderado pelo capitão de 40 anos Edin Dzeko.
O selecionador mais velho e o mais novo
Com 78 anos, o holandês Dick Advocaat tornar-se-á o selecionador mais velho de sempre na história dos Mundiais ao orientar Curaçao, quebrando o recorde do grego Otto Rehhagel, que tinha 71 anos e 317 dias no Mundial de 2010. Advocaat é também o primeiro treinador a orientar três seleções diferentes num Mundial: Holanda em 1994, Coreia do Sul em 2006 e agora Curaçao em 2026.
O selecionador mais jovem é o alemão Julian Nagelsmann, com 38 anos. O recorde histórico pertence ao argentino Juan José Tramutola, que co-treinou a Argentina na estreia do torneio em 1930, com apenas 27 anos e 267 dias.
Seis seleções com treinador argentino
A influência do futebol argentino faz-se sentir no banco de suplentes: seis nações são treinadas por técnicos argentinos – Argentina, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai e Estados Unidos, este último o único fora da América do Sul com um selecionador argentino. Os treinadores franceses seguem com cinco nações, os espanhóis com quatro, e os alemães e italianos com três cada. Graham Potter é o único treinador inglês presente, mas orienta a Suécia, enquanto o alemão Thomas Tuchel comanda a Inglaterra. O americano Jesse Marsch, por sua vez, treina o Canadá.
As equipas mais jovens e mais velhas
A Costa do Marfim é a seleção mais jovem com uma média de 25,82 anos, seguida do Equador (26,05), Marrocos (26,37), Bósnia-Herzegovina (26,40) e Tunísia (26,62). A Colômbia é a mais envelhecida, com uma média de 29,98 anos.
A nação mais pequena de sempre: Curaçao
Os estreantes Curaçao, com 158 000 habitantes, são a menor nação a qualificar-se para um Mundial de futebol de sempre.
Quatro seleções e 891 jogadores estreantes
Quatro seleções participam pela primeira vez: Cabo Verde, Uzbequistão, Jordânia e Curaçao – o maior número de estreantes desde 2006, quando foram oito. No total, 891 jogadores disputam o seu primeiro Mundial.
Seis participações: Messi, Ronaldo e Ochoa na história
Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Guillermo Ochoa preparam-se para a sua sexta participação num Mundial, um recorde. Messi lidera também o número de jogos disputados em Mundiais, com 26 partidas, contra 22 de Ronaldo. Luka Modric, Yuto Nagatomo e Manuel Neuer participam pelo quinto ano.
Quem marcou mais golos na história dos Mundiais
O recordista de golos em Mundiais é o alemão Miroslav Klose, com 16 golos em quatro edições. Seguem-se o brasileiro Ronaldo com 15, Gerd Müller com 14 e o francês Just Fontaine com 13 – todos marcados numa única edição, em 1958.
Quem venceu mais vezes
O Brasil lidera o palmarés com cinco títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e é a única seleção presente em todas as edições do torneio desde 1930. A Alemanha e a Itália seguem com quatro títulos cada, mas os italianos falharam a qualificação pelo terceiro Mundial consecutivo.
71 nacionalidades num único torneio
O Mundial 2026 contará com jogadores de 71 nacionalidades: 35 da UEFA, 14 da AFC, oito da CONMEBOL, sete da CONCACAF, seis da CAF e um da OFC.
A NTV transmite todos os jogos do Mundial de 2026, com comentário e programação especial, para Timor-Leste.
FIM
Escrito por RafaFM
Mundial 2026 em Números: Uma Edição de Recordes Históricos
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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