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Joanesburgo, 2 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A seleção sul-africana de futebol partiu esta segunda-feira de Joanesburgo com 24 horas de atraso para o Mundial de 2026, após dificuldades na obtenção de vistos de entrada nos Estados Unidos para alguns jogadores e membros da equipa técnica.
O adjunto Helman Mkhalele ficou em terra, com o visto ainda por resolver.
O ministro sul-africano do Desporto, Gayton McKenzie, classificou a situação de “debacle” causada por um erro administrativo dos responsáveis da federação e pediu explicações formais à Associação de Futebol da África do Sul (SAFA).
“Estão a fazer-nos parecer parvos”, escreveu nas redes sociais.
O presidente da SAFA, Danny Jordaan, confirmou que todos os jogadores embarcaram num voo charter a partir do Aeroporto Internacional OR Tambo, mas admitiu que Mkhalele foi inicialmente recusado pelas autoridades norte-americanas sem qualquer justificação apresentada.
A federação recebeu apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano e do Consulado dos EUA em Joanesburgo para resolver os restantes casos.
A África do Sul regressa ao Mundial pela primeira vez desde 2010, quando organizou a competição. A equipa, integrada no Grupo A, estreia-se a 11 de junho frente ao México co-anfitrião, na Cidade do México, defrontando ainda a República Checa em Atlanta e a Coreia do Sul em Monterrey.
O plantel ficará sediado na cidade mexicana de Pachuca e disputa na sexta-feira um último jogo de preparação frente à Jamaica.
A gestão da seleção sul-africana já tinha sido alvo de críticas durante a fase de qualificação, quando o médio Teboho Mokoena jogou contra o Lesoto apesar de estar suspenso, tendo o resultado sido anulado.
A equipa acabou por superar o incidente e qualificou-se em primeiro lugar do seu grupo, por apenas um ponto.
O Mundial 2026, com o histórico formato alargado a 48 seleções, tem início a 12 de junho (hora de Timor-Leste) no Estádio Azteca, na Cidade do México. Em Timor-Leste, a transmissão exclusiva do torneio é assegurada pela NTV.
FIM
Escrito por RafaFM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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