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Ministro da Saúde britânico demite-se e aprofunda crise de liderança do PM trabalhista

todayMaio 15, 2026 11 1

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Londres, 15 de maio de 2026 (RAFA.TL) – O ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, demitiu-se esta quinta-feira do Governo de Keir Starmer, tornando-se o primeiro a abandonar o executivo em plena crise interna no Partido Trabalhista.

Na carta de demissão, publicada nas redes sociais, Streeting foi directo ao expressar a perda de confiança no líder britânica.

“Onde precisamos de visão, temos um vazio. Onde precisamos de direção, temos deriva.” O ex-ministro afirmou ser “claro” que Starmer “não vai liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais”, invocando as perdas eleitorais “sem precedentes” da semana passada como razão central da sua saída.

Ainda que não tenha sido anunciado um desafio formal à liderança de Starmer, a saída de Streeting é amplamente vista por observadores político como o prelúdio de uma eventual candidatura formal à liderança do partido.

A chanceler Rachel Reeves, uma das aliadas mais próximas de Starmer, alertou que uma disputa interna “mergulharia o país no caos”, sinalizando a resistência do núcleo duro do executivo à saída do primeiro-ministro.

Uma eleição interna no Labour só pode ser desencadeada se o líder se demitir ou se 20% dos deputados indicarem formalmente um candidato alternativo, ou seja, 81 dos 403 parlamentares trabalhistas.

Segundo o editor político da BBC, Chris Mason, uma fonte próxima do processo indicou que Streeting não terá mais de 44 apoiantes confirmados.

Em sentido contrário, 161 deputados manifestaram apoio a Starmer, temendo a instabilidade que uma corrida à liderança causaria.

Angela Rayner, ex-vice-primeira-ministra, anunciou ter chegado a acordo com as autoridades fiscais para encerrar as questões relacionadas com os seus impostos, que a forçaram a sair do governo em setembro passado.

Rayner disse ao Guardian que Starmer deveria “refletir” sobre a sua posição e que estava pronta a “desempenhar o seu papel” numa eventual eleição interna, caso Streeting acione formalmente o processo.

Os apoiantes do presidente da Câmara de Manchester, Andy Burnham – terceiro nome mais citado como potencial candidato – estão segundo fontes partidárias a pressionar o órgão diretivo do Labour para que o processo seja alargado no tempo, de forma a permitir que Burnham conquiste um assento no Parlamento, condição indispensável para poder concorrer.

Streeting e Starmer pertencem à ala que se considera modernizadora do Labour.

Rayner é a favorita dos membros que entendem que o partido se afastou das suas raízes na classe trabalhadora e que defendem mais aumentos do salário mínimo e impostos mais elevados sobre os ricos.

Apesar da contestação, Starmer sinalizou que não pretende ceder.

O primeiro-ministro recusou demitir-se e garantiu que vai enfrentar “qualquer disputa pela liderança” do Labour, argumentando que a mudança constante de líderes no anterior Governo conservador “teve um grande custo para o país”.

A crise eclodiu após resultados devastadores nas eleições locais e regionais da semana passada, que precipitaram dezenas de deputados a exigir a saída do chefe do executivo.

FIM

Escrito por RafaFM

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