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Díli, 14 de maio de 2026 (RAFA.TL) – O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão garantiu esta quarta-feira que Timor-Leste nunca servirá de porto de abrigo para a criminalidade organizada, numa intervenção nas comemorações do 12.º aniversário da Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) em Díli.
O chefe do Governo elogiou os resultados operativos da instituição e enquadrou o combate ao cibercrime como uma questão de defesa nacional inegociável.
“Quem julgar que as zonas económicas do nosso país, criadas para trazer alimento, emprego e prosperidade ao nosso povo, possam alguma vez servir de refúgio para fraudes mundiais lideradas por grupos inescrupulosos, deparar-se-á invariavelmente com a ação implacável da nossa justiça”, afirmou Xanana Gusmão.
Numa alocução que oscilou entre a memória histórica da resistência timorense e os desafios contemporâneos da segurança digital, Xanana Gusmão traçou uma linha direta entre a luta pela independência e os desafios de hoje.
“No século XXI, a guerra mudou de feição. As ameaças já não marcham fardadas; infiltram-se pelos cabos de fibra ótica. São redes ocultas de criminalidade transnacional, organizações destituídas de pátria ou escrúpulo moral, que tencionam delapidar as finanças e espoliar os frutos do labor de nações ainda em desenvolvimento”, disse.
O tema “Fortalecimento da Justiça e da Segurança Nacionais no Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional” – escolhido para o aniversário – “soa, assim, como um imperativo de defesa nacional inegociável”, afirmou.
Xanana evocou a resistência armada para contextualizar a missão da PCIC, recordando que o legado da luta é hoje o “dever, ainda mais exaustivo e complexo, de erguer instituições que garantam o desenvolvimento social, o emprego digno para os nossos jovens e o combate contínuo à fome e à pobreza”
Xanana Gusmão defendeu que o sucesso da PCIC assenta na ausência de “vaidade institucional solitária”, elogiando a coordenação com a PNTL, o SNIE e a UIF, bem como os magistrados do Ministério Público e dos tribunais.
“A grandeza do Estado afere-se pela perfeita sinergia dos seus órgãos”, sublinhou, prestando tributo à “salutar irmandade forjada no combate às teias criminosas” entre as várias instituições, “sob a batuta atenta e legalista dos nossos bravos e impolutos Magistrados do Ministério Público e dos Tribunais, sem os quais estaríamos esvaziados do verdadeiro sentido de justiça.”
FIM
Escrito por RafaFM
PM garante que Timor-Leste não será porto de abrigo para a criminalidade organizada
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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