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Mais de 77 deputados trabalhistas exigem demissão de PM britânico após debacle eleitoral

todayMaio 12, 2026 15

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Londres, 12 de maio de 2026 (RAFA.TL) – A crise política no seio do Partido Trabalhista britânico aprofundou-se esta segunda-feira, com mais de de deputados a exigir a demissão do primeiro-ministro Keir Starmer.

Quatro assessores parlamentares do governo apresentaram a demissão horas depois de Starmer fazer um discurso em que prometeu mudanças, numa tentativa falhada de acalmar os ânimos no partido.

Entre os assessores que abandonaram os seus cargos contam-se Joe Morris, secretário parlamentar privado do ministro da Saúde Wes Streeting, a assessora do Gabinete do Conselho de Ministros Naushabah Khan, Tom Rutland, assessor da ministra do Ambiente Emma Reynolds, e Melanie Ward, assessora do ministro dos Negócios Estrangeiros David Lammy. Todos apelaram a Starmer para que estabeleça um calendário de saída.

Quatro ministros do gabinete, liderados pela ministra do Interior Shabana Mahmood e acompanhados pela ministra dos Negócios Estrangeiros Yvette Cooper, deslocaram-se ao número 10 de Downing Street para pedir ao primeiro-ministro que considere estabelecer um calendário para a sua demissão.

A pressão sobre Starmer surje depois do Partido Trabalhista perder mais de mil lugares em autarquias em toda a Inglaterra e de ter sido afastado do poder no País de Gales após 27 anos, enquanto o partido anti-imigração Reform UK, liderado por Nigel Farage, conquistou quase 1.300 lugares.

O mandato de Starmer ficou marcado por várias inversões de política, uma série de assessores que foram substituídos, e pela polémica nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos – Mandelson foi demitido meses depois do cargo por causa das suas ligações ao condenado abusador sexual Jeffrey Epstein.

Num discurso na segunda-feira, Starmer assumiu a responsabilidade pelos resultados eleitorais, declarando que “passou demasiado tempo a falar sobre o que fazia pelo povo trabalhador e não o suficiente sobre o porquê ou quem representa”, e prometeu “a mudança prometida para uma Grã-Bretanha mais forte e mais justa”.

O primeiro-ministro afirmou que não vai “abandonar o cargo” nem “mergulhar o país no caos”, descrevendo o seu governo como um “projeto de renovação de dez anos” e garantindo que pretende liderar o partido nas próximas eleições gerais.

A deputada Catherine West, ex-ministra, declarou estar a recolher assinaturas de colegas para exigir que o primeiro-ministro estabeleça um calendário para a eleição de um novo líder até setembro.

Uma sondagem da Survation para a organização Compass, realizada antes das eleições locais, revelou que 55% da população britânica considera que Starmer deveria demitir-se, enquanto apenas 22% acredita que conseguirá inverter a situação.

Para desencadear uma contestação à liderança, são necessárias as assinaturas de 81 deputados trabalhistas. Entre os potenciais candidatos à sucessão de Starmer contam-se o ministro da Saúde Wes Streeting, a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner e o presidente da câmara de Manchester, Andy Burnham.

FIM

Escrito por RafaFM

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