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Ministra da educação defende novos modelos centrados na análise e inovação, no arranque de reunião da CPLP

todayMaio 7, 2026 25

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Díli, 7 de maio de 2026 (RAFA.TL) – A ministra da Educação, Dulce Soares, defendeu hoje a implementação de novos modelos educativos, apostados na capacidade de análise, inovação e resolução de problemas complexos, para fortalecer as competências dos alunos.

Dulce Soares, que falava no arranque da XIV Reunião de Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – a primeira vez que a reunião ocorre em Díli – destacou ainda a importância da alfabetização como um investimento na dignidade humana, participação cívica e construção de sociedades mais justas.

“Os nossos alunos necessitam de competências essenciais ao século XXI – pensamento crítico, criatividade, colaboração e literacia digital – que lhes permitam prosperar numa sociedade global cada vez mais interligada, assegurando-lhes oportunidades de desenvolvimento e participação em igualdade de condições com os alunos de todos os Estados-Membros da CPLP”, vincou Dulce Soares.

“É imperativo evoluirmos de modelos centrados na memorização para abordagens que desenvolvam a capacidade de analisar, inovar e resolver problemas complexos”, considerou ainda, sublinhando que neste quadro “a qualidade pedagógica e a integração inteligente da tecnologia assumem um papel determinante”.

Dirigindo-se aos representantes dos Estados-membros da CPLP, a ministra timorense disse que “a aprendizagem ativa, centrada no aluno, aliada ao potencial da inteligência artificial e das plataformas digitais, abre novas possibilidades para transformar” a forma como se ensina e aprende.

Ferramentas, disse, que podem significar, para os alunos, “percursos de aprendizagem mais personalizados e inclusivos, independentemente do contexto geográfico” e, para os professores, “oportunidades acrescidas de desenvolvimento profissional e de acesso a recursos pedagógicos inovadores, reforçando o seu papel essencial no sistema educativo”.

O encontro de Díli, disse, é um marco histórico “que simboliza não apenas a confiança depositada em Timor-Leste, mas também o fortalecimento do compromisso com a educação, com a cooperação multilateral e com os valores que unem a CPLP”.

Mais do que um exercício institucional ou protocolar, disse, “constitui uma oportunidade para reafirmar, em conjunto, a importância da educação enquanto alicerce do desenvolvimento sustentável, da cidadania democrática e da construção de sociedades mais inclusivas e resilientes”.

O encontro conta, entre outros, com as presenças da Ministra da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior de São Tomé e Príncipe, Isabel Maria Correia Viegas de Abreu, do Secretário de Estado da Administração Escolar de Angola, Pacheco Francisco, do Secretário de Estado do Ensino Técnico Profissional de Moçambique, Leo Elias Jamal e da Secretária de Estado da Administração Escolar de Portugal, Maria Luísa Oliveira.

A ministra propôs a literacia como tema de reflexão conjunta, notando que “muitos dos nossos países enfrentam desafios semelhantes, ainda que em contextos distintos”, e defendeu que “a partilha de experiências, estratégias e boas práticas no domínio da literacia poderá fortalecer ainda mais a cooperação educativa no espaço da CPLP, pois juntos, somos mais fortes”.

 Cooperação como necessidade estratégica

“Nenhum dos nossos países conseguirá responder isoladamente aos desafios educativos do século XXI”, afirmou a ministra, considerando a cooperação no espaço da CPLP “uma necessidade estratégica” que permite “aprender uns com os outros, partilhar soluções e construir respostas mais eficazes para os nossos povos”.

Dulce Soares defendeu que este encontro deve “ultrapassar a dimensão protocolar e afirmar-se como um espaço de decisão e de compromisso, orientado para resultados concretos”, e convocou os participantes a aproveitar plenamente a reunião, “partilhando experiências com abertura, discutindo desafios com franqueza e construindo soluções com sentido de responsabilidade coletiva”.

A ministra recorreu a uma imagem da natureza timorense, as acácias, para ilustrar os laços que unem os países da CPLP.

“Tal como os seus ramos se estendem em diferentes direções sem perder a ligação às mesmas raízes, também os nossos países, separados por mares e oceanos, permanecem unidos por valores partilhados e pela convicção de que a educação é o caminho para um futuro mais digno e mais humano.”

Intervindo também na abertura, o diretor-geral da CPLP, Miguel Monteiro, sublinhou que a educação constitui um vetor estruturante da organização pelo contributo que presta ao diálogo, à aproximação e à coesão entre os estados-membros, à erradicação da pobreza e ao desenvolvimento sustentável.

Destacou ainda o papel transformador da educação no desenvolvimento de sociedades mais justas e inclusivas, bem como a sua transversalidade enquanto fator decisivo para a erradicação da pobreza, a promoção do desenvolvimento económico, a coesão social e o desenvolvimento sustentável.

FIM

Escrito por RafaFM

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