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Índia e China sem acordo sobre direitos de transmissão do Mundial de 2026

todayMaio 5, 2026 21 8

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Díli, 5 de maio de 2026 (RAFA.TL) – A FIFA enfrenta uma grave crise na negociação dos direitos de transmissão do Mundial 2026 nos dois países mais populosos do mundo, com milhões de adeptos na Índia e na China em risco de não poderem acompanhar a competição.

Na Índia, e segundo a imprensa internacional, a joint venture Reliance-Disney ofereceu 20 milhões de dólares pelos direitos de transmissão do Mundial 2026, uma fração do valor pedido pela FIFA, que não aceitou a proposta.

A FIFA tinha inicialmente pedido 100 milhões de dólares pelos direitos para os Mundiais de 2026 e 2030, enquanto em 2022, quando os direitos foram adquiridos por cerca de 60 milhões de dólares, o torneio atraiu mais de 110 milhões de espectadores digitais nas plataformas da Reliance.

Os operadores indianos mostram-se relutantes em investir valores comparáveis aos que despendem com os direitos do críquete, argumentando que os horários dos jogos – transmitidos a partir da América do Norte – levariam a que a maioria das partidas fosse emitida a meio da noite na Índia, o que deverá reduzir significativamente a audiência.

A China também não tem ainda um operador oficial para o Mundial, o que surpreende tendo em conta que, no Mundial do Qatar em 2022, o país representou 49,8% de todas as horas de visualização em plataformas digitais e redes sociais a nível global, bem como 17,7% da audiência televisiva linear mundial.

Em 2018 e 2022, a televisão pública chinesa CCTV assegurou os direitos com meses de antecedência, o que não se verificou desta vez.

A FIFA, em resposta à agência Reuters, afirmou que “as discussões na China e na Índia relativas à venda dos direitos de media para o Mundial FIFA 2026 estão em curso e devem, nesta fase, manter-se confidenciais”.

O torneio arranca a 11 de junho, restando menos de cinco semanas para que um acordo seja formalizado, a infraestrutura de transmissão montada e o inventário publicitário vendido.

A ausência de acordo nos dois maiores mercados asiáticos representa uma ameaça significativa às receitas e à projeção global da competição.

Em Timor-Leste, os adeptos poderão acompanhar o Mundial sem perturbações: os direitos de transmissão do torneio pertencem à ETO Telco, operadora que assegura a cobertura do evento no território timorense.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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