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Timor-Leste perde 45% do financiamento do Fundo Global para VIH, tuberculose e malária

todayAbril 17, 2026 88

Fundo
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Díli, 17 de abril de 2026 (RAFA.TL) – Timor-Leste vai receber apenas 8,5 milhões de dólares do Fundo Global de Combate à SIDA, Tuberculose e Malária para o ciclo 2026-2028, o que representa uma redução de 45% face à alocação anterior, segundo a plataforma especializada Devex.

Um relatório divulgado esta semana explica que os cortes mais acentuados ao Fundo recaem sobretudo sobre países de rendimento médio-alto já em processo de saída do programa, com reduções que variam entre 46% na Tailândia e 79% na Arménia.

Contudo, Timor-Leste, classificado como país de rendimento médio-baixo, não foi poupado.

Em concreto, o Fundo teve de dividir um total de 10,78 mil milhões de dólares – a dotação mais baixa desde o ciclo de financiamento de 2020 – entre 100 alocações individuais e multipaíses para três anos.

O objetivo era ter conseguido angariar os 18 mil milhões de dólares pretendidos na sua reposição de fundos em 2025.

A Índia vai receber 300 milhões de dólares, menos 40% do que os 500 milhões atribuídos no ciclo anterior.

Os países de rendimento baixo também não foram poupados, com reduções nas alocações que variam entre 8% no Madagáscar e 18% no Ruanda.

Especialistas alertam para as consequências desta tendência.

Pete Baker, diretor interino do programa de política de saúde global do Center for Global Development, afirmou que estes países não conseguem tão facilmente substituir os cortes com financiamento interno.

A maioria dos países com os cortes mais elevados está também em processo de transição para fora do apoio do Fundo Global nos próximos anos, o que significa que os recursos do fundo serão cada vez mais focados nos países de menor rendimento.

O Fundo Global anunciou anteriormente que, no ciclo de subvenções 2026-2028, irá priorizar as alocações para países com rendimentos mais baixos e maior carga de VIH/SIDA, tuberculose e malária.

Apesar desta reorientação estratégica, alguns especialistas defendem que os países de baixo rendimento deveriam ter sido poupados aos cortes, questionando se os financiadores estão a coordenar entre si ou a ter em conta as realidades fiscais dos países ao tomarem decisões de financiamento.

FIM

Escrito por RafaFM

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