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Timor-Leste tem a pior conetividade marítima da ASEAN segundo Banco Mundial

todayAbril 16, 2026 43 3

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Díli, 16 de abril de 2026 (RAFA.tl) – Timor-Leste ocupa a posição mais baixa entre todos os membros da ASEAN no Índice de Conectividade do Transporte Marítimo de Linha Regular da UNCTAD, um problema que segundo o Banco Mundial não se revolve apenas com infraestruturas portuárias.

No relatório semestral publicado hoje, o Banco Mundial considera que o verdadeiro obstáculo está na preparação das empresas para exportar, não nos portos.

O índice da UNCTAD, que mede a integração de um país nas redes globais de transporte marítimo, coloca Timor-Leste bem abaixo de todos os outros membros do bloco.

O relatório compara a pontuação timorense com Singapura, Malásia, Vietname, Tailândia e Indonésia – todos com valores muito superiores -, e conclui que a dependência contínua do transporte marítimo e os serviços limitados encarecem o comércio e reduzem a fiabilidade das cadeias de abastecimento.

“A simples melhoria das infraestruturas não irá gerar comércio”, considera o Banco Mundial, referindo que os volumes de comércio continuam “modestos” apesar dos grandes investimentos na capacidade portuária.

Os obstáculos, refere, devem-se a outros aspetos, particularmente em relação à qualidade dos produtos, conformidade com as normas, inteligência de mercado e capacidade das empresas.

O relatório cita evidências que mostram que “a conectividade marítima responde em grande parte à escala das exportações, em vez de atuar como um motor independente de crescimento comercial”.

O Porto da Baía de Tibar é reconhecido como um sucesso operacional – o tempo de processamento caiu de duas semanas para quatro dias após a sua inauguração – mas o relatório sublinha que este ganho precisa de ser complementado por reformas em comércio sem papel, troca de dados transfronteiriços e gestão coordenada das fronteiras.

Timor-Leste obteve apenas 27,8% no subíndice de comércio transfronteiriço sem papel, contra uma média de 63,2% dos membros da ASEAN.

“Preencher estas lacunas transfronteiriças oferecem a Timor-Leste algumas das oportunidades mais rentáveis para reduzir os custos comerciais”, conclui o relatório.

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Escrito por RafaFM

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