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Washington, 08 de abril de 2026 (RAFA.tl) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou esta semana que as tarifas são ferramentas ineficazes para corrigir os desequilíbrios nas balanças correntes dos países, vincando o agravamento dos desequilíbrios globais.
Num estudo divulgado esta semana o FMI conclui que ajustamentos macroeconómicos internos coordenados entre as grandes economias podem produzir resultados duradouros.
O documento, discutido pelo Conselho Executivo do FMI, conclui que as políticas macroeconómicas tradicionais continuam a ser os principais determinantes dos desequilíbrios externos, mas que certos tipos de políticas industriais também podem desempenhar um papel relevante.
Segundo o FMI, os desequilíbrios globais nas contas correntes voltaram a alargar-se, revertendo uma década de declínio constante após a crise financeira global.
Esse alargamento dos desequilíbrios foi frequentemente acompanhado por um crescimento concentrado e de menor qualidade, desencadeou deslocações sectoriais nos parceiros comerciais e precedeu crises financeiras ou reversões abruptas dos fluxos de capital.
Sobre as tarifas, o relatório é categórico, considerando que têm efeitos pequenos e pouco fiáveis sobre a conta corrente porque são frequentemente percecionadas como permanentes ou porque frequentemente desencadeiam retaliação, deixando a conta corrente praticamente inalterada.
As políticas industriais são avaliadas de forma distinta consoante a sua natureza. As políticas micro – dirigidas a sectores ou empresas específicas – tendem a aumentar os saldos externos quando não conseguem elevar a produtividade agregada.
As políticas macro – de âmbito transversal e frequentemente combinadas com restrições aos fluxos de capital – podem afetar materialmente a conta corrente, mas à custa do consumo interno.
O cenário de análise do FMI mostra que os desequilíbrios globais poderiam agravar-se ainda mais se as tendências persistirem, refletindo os grandes défices orçamentais e a forte procura interna nos Estados Unidos, o apoio governamental adicional aos exportadores na China a par de um consumo fraco, e um investimento lento na Europa.
Neste contexto, uma escalada de tarifas pouco altera as posições das contas correntes, mas reduz o produto em todas as regiões.
O FMI defende uma solução coordenada, apostando no reequilíbrio interno, através de uma melhor combinação de políticas macroeconómicas e estruturais.
Esse reequilíbrio, vinca, é central para uma resolução ordenada dos desequilíbrios globais, exigindo ações tanto das economias excedentárias como das deficitárias, não podendo as políticas industriais e comerciais substituir reformas que apoiem a produtividade e a estabilidade macroeconómica.
FIM
Escrito por RafaFM
FMI alerta para agravamento de desequilíbrios globais e impacto negativo de tarifas
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