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CAMBERRA, 18 de março de 2026 (RAFA.tl) – O primeiro-ministro australiano anunciou hoje que o executivo está a estudar um conjunto de medidas para responder à crise dos combustíveis provocada pela guerra EUA–Israel contra o Irão, comparando a situação atual com a da pandemia da covid-19.
Anthony Albanese disse que as medidas pretendem ajudar a proteger as famílias das consequências económicas da guerra no Irão, comparando as interrupções na cadeia de abastecimento e nos combustíveis às da pandemia.
Em conferência de imprensa disse que decidiu antecipar uma reunião gabinete nacional sobre o fornecimento de combustível, alertando que a realidade internacional mudou depois do ataque dos EUA e Israel ao Irão.
O chefe do executivo afirmou que a estabilidade e previsibilidade nos assuntos internacionais desapareceu, e que as grandes reformas económicas das décadas de 1980 e 1990 já não eram suficientes para a economia.
“Agora é um mundo diferente. Temos de reconhecer isso, e temos de responder a isso”, afirmou.
O gabinete nacional vai analisar esforços de coordenação para garantir que a escassez de combustível é minimizada, numa altura de aumento da procura, incluindo comunidades regionais onde alguns postos de combustível já tiveram que encerrar.
“Queremos garantir que fazemos tudo o que pudermos para proteger a economia australiana, as famílias e as empresas do pior da incerteza global. Este novo desafio global demonstra que devemos continuar a construir a autossuficiência da Austrália e a nossa resiliência económica”, considerou.
Na conferência de imprensa Albanese referiu-se ainda ao ataque iraquiano das últimas horas contra a base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, onde estão estacionados militares da força aérea australiana.
O primeiro-ministro disse que o ataque ocorreu na madrugada de hoje, hora local, provocando um pequeno incêndio na base, notando que nenhum australiano ficou ferido.
Também hoje o ministro da energia, Chris Bowen, afirmou que o abastecimento de combustível da Austrália se manteve “muito sólido”, com todas as entregas ao país a chegarem conforme esperado até agora, apesar da incerteza quanto à passagem pelo Estreito de Ormuz.
Ainda assim disse que compras e o armazenamento de pânico estão a causar escassez.
“Enfrentámos carências reais, especialmente em áreas rurais, pois lidámos com um aumento de 100% na procura num período muito curto”, disse Bowen à ABC TV. “Qualquer cadeia de abastecimento vai ter dificuldades com isso, independentemente de que mercadoria estejas a falar”, vincou.
O governo já ordenou às empresas de combustível que libertem quase um quinto das reservas de gasolina e gasóleo, e relaxou os padrões para permitir níveis mais elevados de enxofre nos combustíveis.
A medida foi concebida para injetar mais 100 milhões de litros por mês no sistema durante 60 dias.
Dados atualizados indicam que a Austrália registou aumentos de entre 18,23% e 35% nos preços de combustíveis.
FIM
Escrito por RafaFM
PM australiano reúne governo para estudar medidas de resposta à crise de combustíveis
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