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Navio petrolífero realiza carregamento de combustível no armazenamento de combustível da ETO em Hera, Dili, Segunda-Terça (09-10/03/2026). Imagem/Rafa.tl
DÍLI, 10 de março de 2026 (RAFA.tl) – O Governo timorense está a coordenar com o setor privado, nomeadamente importadores de combustíveis, para fortalecer as reservas de stock em Timor-Leste e assim tentar minimizar potenciais efeitos mais amplos do conflito no Médio Oriente no mercado nacional.
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Adérito Hugo da Costa, Vice-Ministro dos Assuntos Parlamentares, disse hoje que o executivo já avaliou alternativas para responder às preocupações da população sobre esta matéria.
Segundo explicou, o Governo está a coordenar com as empresas importadoras para que possam constituir reservas de combustível, para que, caso o conflito continue, Timor-Leste não sofra um impacto demasiado negativo.
“O preço só aumentou esta semana. O Governo vai tomar decisões e dar atenção cuidadosa ao assunto para responder a estas preocupações. Se o conflito continuar a aumentar por um período mais longo, o Governo já preparou cenários que possam servir de alternativa para responder às necessidades económicas da população”, disse aos jornalistas no Parlamento Nacional.
As decisões do Governo terão em conta a experiência passada com a crise mundial provocada pela pandemia da covid-19, que também teve impacto nos preços dos bens de primeira necessidade, explicou.
Também no Parlamento, a presidente da Comissão C do Parlamento Nacional para os assuntos das Finanças Públicas, Cedeliza Faria dos Santos, disse que stock antigo de combustíveis não devem ter o preço aumentado, mas os combustíveis que entraram recentemente já sofreram o aumento de preços.
“Quer queiramos quer não, isso pode afetar os preços no mundo, mas o stock de combustível antigo que existe não pode ter o preço aumentado”, disse a deputada.
Faria dos Santos disse que Timor-Leste mantém cerca de dois por cento do Orçamento Geral do Estado (OGE) no fundo de contingência para responder a situações difíceis, nomeadamente para eventualmente atribuir subsídios às empresas fornecedoras de combustível, de modo que os preços dos bens essenciais se mantenham normalizados.
Já o deputado da FRETILIN, na oposição, Antoninho Bianco, disse que o Governo deve assumir a máxima responsabilidade, já que é deve do Executivo garantir a segurança energética e também a segurança alimentar.
Bianco disse que Timor-Leste vai enfrentar uma crise, pois atualmente o país não possui armazenamento próprio de combustível e depende exclusivamente das importações.
Entretanto, o Diretor Operacional da empresa de abastecimento de combustível BidiQ, Carlos Vale, afirmou que os maiores fornecedores de combustível em Timor-Leste são a ETO e a Pertamina Internacional, pelo que, enquanto postos de abastecimento, vendem com a margem de lucro existente e irão procurar formas de manter a estabilidade dos preços dos combustíveis e ajudar a economia das comunidades em Timor-Leste.
“Não posso revelar o número a que nos fornecem, porque isso é segredo comercial, mas antes havia uma diferença de 0,03 dólares por litro; agora o preço está a diminuir, porque também consideramos a economia doméstica”, disse.
“Se queremos que a nossa margem de lucro se mantenha, o preço atual do gasóleo por litro é de 1,35 dólares e o da gasolina por litro é de 1,23 dólares, mas estamos dispostos a fazer esforços para reduzir o nosso lucro. Porque se continuássemos a ganhar dois ou três cêntimos por litro, que o preço do gasóleo chegaria aos 1,50 dólares por litro, e isso teria um impacto muito grande”, disse ainda.
De acordo com a observação da equipa da Rafa.tl nos postos de abastecimento na capital Díli, o preço dos combustíveis já sofreu aumentos, com o gasóleo a rondar os US$1,35 por litro e a gasolina a atingir os US$1,23 por litro.
FIM
Escrito por RafaFM
Governo responde a preocupações com preços dos combustíveis no mercado nacional
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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