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UEFA anunciou esta quarta-feira a condenação do Sport Lisboa e Benfica por comportamento racista e discriminatório dos seus adeptos no jogo da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões
DÍLI, 26 de março de 2026 (RAFA.tl) – A UEFA anunciou esta quarta-feira a condenação do Sport Lisboa e Benfica por comportamento racista e discriminatório dos seus adeptos no jogo da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões, disputado a 17 de fevereiro no Estádio da Luz.
O clube lisboeta foi multado em 40.000 euros (cerca de 46.250 dólares) por “cânticos e gestos ilícitos por parte de dois adeptos”, devendo ainda cumprir um período probatório de um ano para evitar o encerramento parcial do estádio em jogos futuros de competições europeias.
A decisão, publicada pelo Órgão de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA (CEDB), encerra um processo disciplinar que se tornou um dos casos mais mediáticos do futebol europeu nas últimas semanas – e que ainda não está totalmente resolvido.
O encontro de fevereiro ficou marcado pela acusação de Vinicius Júnior a Prestianni.
Depois de ter marcado o único golo do jogo, o avançado brasileiro festejou junto à bandeirola de canto, irritando os adeptos.
O argentino, tapando a boca com a camisola, alegadamente proferiu insultos.
O merengue dirigiu-se ao árbitro referindo que o benfiquista lhe chamou “mono” – “macaco”.
O jogo esteve parado e as imagens mostraram alguns adeptos a imitarem macacos.
O árbitro ativou de imediato o protocolo antirracismo, e o encontro ficou suspenso durante cerca de dez minutos.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram sócios do Benfica a imitar macacos na direção de Vinicius Júnior, autor do único golo do Real Madrid em Lisboa.
A UEFA abriu de imediato uma investigação ao comportamento do jogador argentino.
Prestianni admitiu junto da UEFA ter utilizado um insulto “anti-gay” em vez de um insulto racista, segundo fontes citadas pela ESPN.
Foi suspenso preventivamente da segunda mão do play-off, disputada em Madrid a 25 de fevereiro, enquanto decorre a investigação – podendo enfrentar uma suspensão de dez jogos se for considerado culpado de abuso racial ao abrigo do código disciplinar da UEFA.
O Benfica recorreu da suspensão preventiva, mas sem sucesso.
O clube da Luz lamentou a decisão de ficar privado do jogador enquanto o processo disciplinar ainda decorria e reafirmou o seu “compromisso inabalável no combate a qualquer forma de racismo ou discriminação”, invocando a figura de Eusébio como símbolo histórico desses valores.
Em relação ao comportamento das bancadas, o Benfica suspendeu previamente cinco adeptos que estavam sob investigação por “comportamento inapropriado nas bancadas de natureza racista”.
A UEFA teve em conta a resposta do clube na definição da pena: o Benfica identificou parte dos envolvidos, suspendeu sócios e iniciou processos disciplinares internos, o que contribuiu para uma sanção menos rigorosa.
Além da multa, a UEFA determinou o encerramento parcial de 500 lugares no Estádio da Luz, medida suspensa por um ano e que só será aplicada em caso de reincidência.
O caso teve uma segunda frente disciplinar.
Na segunda mão, disputada no Santiago Bernabéu a 25 de fevereiro – e que valeu a eliminação do Benfica com uma derrota por 2-1 -, um adepto do Real Madrid foi captado pelas câmaras a fazer a saudação nazi.
O elemento foi localizado pelos seguranças e expulso do recinto antes do início do jogo. A UEFA condenou o Real Madrid a uma multa de 15.000 euros e ao encerramento parcial de 500 lugares na bancada sul inferior, sanção igualmente suspensa por um ano em regime probatório.
FIM
Escrito por RafaFM
UEFA multa Benfica por racismo de adeptos no jogo contra o Real Madrid
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