Destaques

Impactos económicos da guerra EUA/Israel contra Irão continuam a alastrar no Sudeste Asiático

todayMarço 12, 2026 69 5 5

Fundo
share close

DÍLI, 12 de março de 2026 (RAFA.tl)– Vários países do sudeste asiático anunciaram já medidas de emergência para responder aos efeitos que a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão está a ter nas economias regionais, especialmente no que toca ao fornecimento de combustíveis.

Notícias Relevante: Preço do petróleo ultrapassa a barreira dos 100 dólares por barril pela primeira vez desde 2022

O conflito, que já causou mais de 1.500 mortos, segundo as estimativas atualizadas, levou à suspensão de cerca de 20 por cento de toda a produção mundial de crude e gás natural, segundo a agência Reuters.

No Sudeste Asiático, a crise transformou-se numa emergência nacional em vários países. Nas Filipinas – que importam 96 por cento do seu petróleo bruto – o Presidente Ferdinand Marcos decretou a passagem para uma semana de trabalho de quatro dias na administração pública, com o objetivo de reduzir o consumo de energia entre 10 e 20 por cento.

O governo apelou às empresas privadas que apliquem a mesma medida.

A Tailândia suspendeu as exportações de petróleo bruto, congelou os preços dos combustíveis e do gás de cozinha, e está a acelerar a transição para biocombustíveis, embora disponha de reservas para mais de 60 dias – uma posição mais confortável do que os vizinhos.

A Indonésia conta apenas com 21 a 25 dias de reservas de combustível, tendo reservado 381 biliões de rupias – cerca de 22,4 mil milhões de dólares – no orçamento de 2026 para subsídios ao combustível.

O Vietname encontra-se em situação ainda mais precária, com reservas inferiores a 20 dias de abastecimento.

Todos os países da ASEAN estão a adotar medidas de emergência para reduzir o consumo e garantir o abastecimento interno. O choque energético alastrou ainda ao mercado do metanol, matéria-prima essencial para os biocombustíveis usados em larga escala na região.

Os efeitos económicos sentem-se já nas cadeias logísticas globais. O custo do transporte aéreo de mercadorias do Sudeste Asiático para a Europa subiu 45 por cento desde o início do conflito, mais do dobro da subida registada noutras rotas, segundo o Washington Post.

O impacto, segundo analistas, pode ser significativo também na produção agrícola, condicionando a segurança alimentar em vários países.

Grande parte dos efeitos da guerra devem-se à paralisação ou redução de produção em várias refinarias do Médio Oriente, mas particularmente ao encerramento do estreito de Ormuz, onde centenas de navios estão parados.

No que toca à guerra em si, continuam os bombardeamentos. Os Estados Unidos e Israel atacaram aeródromos militares, quartéis-generais da Guarda Revolucionária iraniana e instalações ligadas ao programa nuclear de Teerão.

Desde 28 de Fevereiro, o CENTCOM – Comando Central norte-americano – já destruiu mais de três mil alvos em território iraniano. O Irão respondeu com ataques contra Israel, continuando os ataques com drones e projéteis contra bases norte-americanas nos estados do Golfo.

O balanço humano agrava-se a cada hora. No Irão, os dados mais recentes da Reuters e da Al-Jazeera apontam para pelo menos 1.270 mortos, na sua maioria civis, incluindo vítimas de ataques a escolas e hospitais.

Nos Estados Unidos, o Pentágono confirmou oito soldados mortos e cerca de 140 militares feridos até ao momento. Em Israel, o número de vítimas mortais subiu para pelo menos 13, entre civis atingidos por mísseis balísticos iranianos.

Nos estados do Golfo – Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar e Omã – registam-se pelo menos 17 mortos, resultado direto dos ataques de retaliação iranianos que têm visado aeroportos, portos e infraestruturas petrolíferas.

No Líbano, onde Israel renovou os bombardeamentos, as baixas continuam igualmente a subir.

FIM

Escrito por RafaFM

Avaliação

Quem Somos

Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

Contactos
error: Content is protected !!