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Austrália destrói nove barcos de pesca ilegal no Estreito de Torres e no norte de Queensland

todayMarço 31, 2026 36

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Díli, 31 de março de 2026 – A Força de Fronteira Australiana (ABF) destruiu nove embarcações estrangeiras de pesca ilegal desde o início do ano nas águas do norte de Queensland e do Estreito de Torres, num total de 19 interceções registadas desde 1 de janeiro de 2026.

Segundo informou a ABF, os números representam um aumento de 40% face ao mesmo período do ano anterior.

Cinco das embarcações foram intercetadas e destruídas no mar desde o lançamento da Operação BROADSTAFF, duas delas a 20 de fevereiro, perto da Ilha Albany, uma a 3 de março, no Rio Escape, na Península de Cape York, e mais duas a 7 de março, próximo da Ilha Trochus.

A BROADSTAFF, lançada em fevereiro de 2026, é uma operação multiagência concebida para dissuadir, detetar e desarticular a pesca ilegal estrangeira no norte de Queensland e no Estreito de Torres.

Nos primeiros 30 dias, foram intercetadas sete embarcações ilegais e apreendidas mais de 1,9 toneladas de pepino-do-mar e 3,5 toneladas de sal.

O sal é uma matéria-prima reveladora: um dos barcos detidos a 3 de março transportava 1.950 kg de pepino-do-mar e 1.000 kg de sal utilizado para conservar a captura, para além de equipamento de pesca.

Numa das interceções mais dramáticas, o barco foi localizado escondido nos mangais de um sistema de ribeiros próximo do Rio Escape, na sequência de informação prestada por um membro da comunidade local.

Sete indonésios foram posteriormente condenados por infrações à Lei de Gestão das Pescas de 1991.

O capitão da embarcação, detetado em águas australianas numa ocasião anterior, foi sentenciado a dois meses de prisão, com efeitos retroativos à data da apreensão.

A situação no Estreito de Torres é, em parte, consequência do sucesso das operações anteriores noutras frentes.

Comandantes da ABF confirmaram que a intensificação das patrulhas e a destruição de 40% mais embarcações nas águas do Território do Norte e da Austrália Ocidental tiveram uma consequência não antecipada: muitas tripulações indonésias e vietnamitas deslocaram-se para leste, cruzando para o Estreito de Torres.

O Ministro da Administração Interna, Tony Burke, informou o Parlamento a 10 de fevereiro que uma força-tarefa multiagência – que combina a ABF, a Marinha Real Australiana, a Polícia Marítima de Queensland e grupos de guardas-florestais locais – foi destacada para a Ilha Thursday, com reforço de vigilância aérea e a adição de dois navios-patrulha da classe Cape à região.

As comunidades do Estreito de Torres têm desempenhado um papel crucial nas interceções.

“A Austrália não tolera a pesca estrangeira ilegal. Os nossos agentes estão na água, nos céus e nas comunidades todos os dias. A mensagem é inequívoca: se entrar em águas australianas para pescar ilegalmente, será detetado e intercetado. Arrisca perder a captura, o equipamento, o barco, e potencialmente a liberdade”, disse a comandante interina do Comando Marítimo de Fronteira, Brooke Dewar

A pesca ilegal estrangeira no Estreito de Torres afecta os meios de subsistência e o “Sea Country” – o território marítimo ancestral – das comunidades indígenas Torres Strait Islander, pelo que a colaboração com estas comunidades é uma prioridade da ABF.

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Escrito por RafaFM

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