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Militares dominam cargos no novo Governo da junta no Myanmar

todayAbril 9, 2026 39 2

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NAYPYIDAW, 09 de abril de 2026 (RAFA.tl) – O presidente de Myanmar, Min Aung Hlaing, nomeou esta semana um novo executivo, mantendo a preponderância militar nas principais pastas, segundo os meios de comunicação estatais birmaneses.

 A subida de Min Aung Hlaing à presidência é vista pelos analistas como uma tentativa de consolidar o seu poder à frente de um governo nominalmente civil e de obter legitimidade internacional, enquanto protege os interesses de um exército que governou diretamente o país durante cinco das últimas seis décadas.

O antigo líder militar, de 69 anos, obteve 429 dos 584 votos no Parlamento da União, dominado pelo partido-satélite da junta, a União de Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), superando os dois outros candidatos à presidência – Nan Ni Ni Aye, da câmara alta, e o ex-general Nyo Saw, nomeado pelos militares.

Dias antes da votação, Min Aung Hlaing abandonou o cargo de comandante-em-chefe das forças armadas, que ocupava há 15 anos, transferindo o posto para o seu homem de confiança, o general Ye Win Oo.

A constituição birmanesa de 2008, redigida pelos militares, reserva 25% dos lugares parlamentares para representantes das forças armadas e atribui ao comandante-em-chefe a nomeação dos ministros da Defesa, do Interior e das Fronteiras, garantindo a influência castrense independentemente da composição do executivo.

A Amnistia Internacional afirmou que Min Aung Hlaing “pode trocar o uniforme militar por traje civil, mas isso não altera em nada a sua presumível responsabilidade por crimes graves ao abrigo do direito internacional”.

O Conselho Consultivo Especial para Myanmar apelou à comunidade internacional para rejeitar o “governo fantoche” e recusar qualquer envolvimento formal com a nova administração.

O líder do golpe de 2021, que derrubou o governo eleito de Aung San Suu Kyi – laureada com o Nobel da Paz e presa desde então -, enfrenta ainda um pedido de mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional em 2024, relacionado com a perseguição da minoria muçulmana Rohingya.

A guerra civil que devasta Myanmar continua ativa, com grupos de resistência a controlarem vastas zonas do território nacional.

FIM

Escrito por RafaFM

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