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Presidente Ramos-Horta decide se é candidato em 2027 depois de “longa conversa” com PM

todayMarço 24, 2026 278 6 5

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DÍLI, 24 de março de 2026 (RAFA.tl) – O Presidente timorense José Ramos-Horta disse hoje em entrevista à Rafa.tl que decidirá recandidatar-se ou não em 2027 depois de uma “longa conversa” com o primeiro-ministro Xanana Gusmão, “daqui a uns meses”.

“Ainda não tomei a decisão. E uma decisão sobre candidatar-me ou não vai resultar depois de longa conversa com o maun boot Xanana”, afirmou à sua chegada a Díli depois de uma visita de trabalho à Indonésia, em entrevista telefónica com a Rafa.tl

“A minha grande preocupação é haver garantias de que o próximo Presidente, será leal ao Governo, que não partidariza a presidência, e não fazer uso da presidência como adversário do governo, como aconteceu em 2002-2007, 2012-2017 e 2017-2022”, afirmou o chefe de Estado.

Ramos-Horta falou numa altura em que começam as especulações sobre quem serão os candidatos nas presidenciais do próximo ano.

A decisão sobre a sua eventual candidatura dependerá, sublinhou, de conversas com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que, recorde-se, apoiou a candidatura de Ramos-Horta em 2022.

“Não falei ainda nada com ele sobre candidaturas minha ou de outros para 2027. Ainda é muito cedo, talvez daqui a uns meses”, afirmou.

“Não quer dizer com isto que me vou candidatar, Candidatar-me ou não depende dessa conversa”, disse, admitindo que gostava de tirar férias depois do fim do atual mandato.

O chefe de Estado vincou que com a entrada na ASEAN, e a presidência que timorense assume da organização regional em 2029, é essencial garantir que o PR pugne pela “solidariedade institucional” em vez de fazer da presidência “uma oposição ao governo”, como considera ter ocorrido em mandatos anteriores.

“Tem que ser um Presidente com uma larga experiência de apaziguamento nacional, de parceria ativa como o Governo, no plano nacional para assegurar paz e estabilidade e com larga experiência internacional para partilhar com o governo, a grande tarefa da área diplomática que vai ser muito exigente a partir de agora, dado sermos membros da ASEAN”, afirmou.

“Não podemos de forma alguma cair na instabilidade que caracterizou o passado. Em 2002 a 2007, relações Presidente-Governo foram péssimas, 2012-2017, foram relações más e de 2017-2022, foram relações péssimas”, afirmou.

Ramos-Horta disse que os “únicos períodos em que relações foram de lealdade institucional, embora com diferenças e desacordos pontuais”, foram durante o seu anterior mandato, em 2007 a 2012 e desde 2022.

“Porque eu entendo bem o papel do Presidente e porque Timor não pode dar-se ao luxo, à irresponsabilidade de surgirem conflitos pessoais e ou institucionais”, afirmou.

FIM 

 

 

 

Escrito por RafaFM

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