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Lançamento do Relatório sobre o Desempenho Económico de Timor-Leste 2025 e num diálogo entre o Governo e o setor privado. Foto:Rafa.tl
DÍLI, 23 de março de 2026 (RAFA.tl) – O primeiro-ministro timorense, Kay Rala Xanana Gusmão, disse hoje que o Governo vai dar prioridade à construção de infraestruturas nacionais e ao desenvolvimento do projeto Tasi Mana, na costa sul, como parte da estratégia para acelerar o crescimento económico do país.
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Xanana Gusmão, que falava durante o lançamento do Relatório sobre o Desempenho Económico de Timor-Leste 2025 e num diálogo entre o Governo e o setor privado, defendeu a aposta na costa sul, no setor privado e na integração regional como motores da próxima fase de desenvolvimento.
Segundo o chefe do Governo, o objetivo é consolidar a soberania nacional e construir uma economia mais forte, apoiada por uma população saudável e mais bem preparada.
O primeiro-ministro destacou que Timor-Leste já deu passos estruturantes com a expansão da eletrificação, a criação de uma rede rodoviária nacional, a construção do porto de Tibar e a ligação por cabo submarino à internet, defendendo agora uma nova fase centrada numa economia liderada pelo setor privado.
Para Xanana Gusmão, essa transição é essencial para garantir crescimento sustentado e maior capacidade de decisão económica num contexto internacional marcado pela incerteza.
O Relatório sobre o Desempenho Económico de Timor-Leste 2025, citado pelo primeiro-ministro, aponta para uma economia estável, com crescimento previsto para 5% este ano, acima dos 4,6% em 2025, e dos 4,3% em 2024, com inflação moderada e aumento do rendimento real.
O desafio, segundo o Governo, é usar essa base para transformar a estrutura económica e reduzir a dependência de um crescimento assente sobretudo na despesa pública.
Entre as medidas anunciadas ou reafirmadas está também a criação de um Banco Nacional de Desenvolvimento para facilitar o acesso das pequenas empresas ao capital, a aposta na economia azul para tirar maior proveito dos recursos marinhos e a preparação da integração regional.
O Governo sublinha que a adesão à Organização Mundial do Comércio, concluída em 2024, e a entrada plena na ASEAN deverão abrir mais oportunidades comerciais, de investimento, emprego e formação para o setor privado timorense.
No centro desta estratégia está o projeto Tasi Mane, apresentado pelo primeiro-ministro como um projeto estruturante nacional destinado a criar uma base industrial de grande dimensão na costa sul.
Segundo Xanana Gusmão, o plano inclui a Base de Abastecimento em Suai, o polo de desenvolvimento petrolífero em Natarbora, uma refinaria, uma central elétrica em Betano e outras infraestruturas de apoio, além de obras já realizadas como um aeroporto e uma autoestrada.
A visão oficial do Governo é que o Tasi Mane funcione como corredor integrado de desenvolvimento para o setor do petróleo e gás natural, criando uma cadeia de valor nacional, gerando emprego, atraindo investimento privado e reforçando a soberania energética e industrial do país.
Segundo o primeiro-ministro o projeto associado a Tasi Mane poderá gerar emprego, receitas de longo prazo e novas indústrias no país, enquanto abre oportunidades para os jovens timorenses adquirirem competências e entrarem em setores emergentes.
A ligação entre o Tasi Mane e o Greater Sunrise tem sido um dos eixos centrais da narrativa económica do executivo.
O Governo timorense sustenta que a costa sul deverá tornar-se um centro de atividade ligado ao petróleo e ao gás natural e defende que todo o país beneficiará do impacto do projeto, tanto pelo aumento do produto interno bruto como pelo efeito dinamizador sobre outras atividades económicas.
A aposta na integração regional surge como complemento desta estratégia. O primeiro-ministro recordou que Timor-Leste deverá assumir a presidência da ASEAN em 2029 e acolher uma cimeira regional, evento que o Governo espera que tenha impacto económico direto e gere novas oportunidades para o setor privado nacional.
FIM
Escrito por RafaFM
Acelerar infraestruturas e projeto Tasi Mane para impulsionar crescimento económico - PM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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